Do hospital ao touchdown

A história do médico apaixonado por futebol americano

A história do médico apaixonado por futebol americano

A história do médico apaixonado por futebol americano

Além de ser residente de Pediatria do Hospital Guilherme Álvaro, em Santos, São Paulo, Elimar Rodrigues Filho ainda divide sua rotina com os treinos de futebol americano. O ex-jogador e atual head coach (treinador principal) do time Santos Tsunami começou a acompanhar o esporte aos 12 anos de idade. Para Elimar, a Medicina e o futebol americano foram paixões à primeira vista, das quais ele não pensa em desistir.

DOC Academy – Como foi seu primeiro contato com o futebol americano?

Elimar Filho – Eu acompanho o esporte desde os 12 anos, quando comecei a assistir as transmissões pela TV a cabo. A oportunidade de participar de uma equipe só veio em 2009, com um grupo de amigos que começou a jogar na praia de Santos.

DOC – Como você concilia a carreira médica com o trabalho de head coach?

EF – Tento organizar minha agenda, mesmo que, às vezes, seja um pouco complicado. Procuro usar bem o tempo livre para estudar e me preparar. Assim, quando o momento chega, tudo funciona mais rapidamente e o tempo é mais bem utilizado.

DOC – Qual é a reação de seus pacientes e colegas ao saberem sobre sua outra profissão?

EF – Muitos ainda desconhecem que o esporte é praticado no Brasil. Os que conhecem e sabem sobre o meu papel de treinador do Tsunami comentam sobre os jogos e perguntam se ganhamos ou como está a preparação para o campeonato. A receptividade é muito boa, pois acredito que os valores ligados ao esporte ainda sejam muito bem vistos pela sociedade.

DOC – Como a experiência em uma profissão pode ajudar no dia a dia da outra carreira?

EF – Apesar de parecerem totalmente opostas, as duas funções têm muito em comum: ambas exigem muito estudo e dedicação para procurar as novidades e as descobertas mais recentes e nos levam a buscar sempre um jeito melhor de executar as ações. No futebol americano, aprendi que a preparação é a chave do sucesso e levo isso comigo a todo momento.

DOC – Qual foi sua trajetória dentro do esporte até se tornar head coach?

EF – Depois de começar a jogar com amigos na praia de Santos, nos organizamos, em 2010, e fechamos a parceria com o Santos Futebol Clube, de onde nasceu o Santos Tsunami. Joguei até o final do ano, porém, sofri uma lesão e não conseguia atuar bem. Como sempre me interessei pela parte técnica e tática, acabei assumindo como coordenador de defesa. Permaneci nessa função até outubro de 2014, quando nosso head coach teve que se afastar e, então, assumi o posto, no qual estou até hoje.

DOC – Você precisou fazer alguma especialização para se tornar head coach?

EF – Não há um caminho específico para se tornar head coach – especialmente no Brasil, onde o esporte ainda cresce. Eu, particularmente, sempre gostei de estudar as táticas e, desde 2011, faço cursos e participo de eventos sobre o esporte. Tenho alguns certificados de cursos ministrados por entidades americanas, realizados on-line, que foram de grande ajuda para meu desenvolvimento no esporte.

DOC – Você abriria mão de uma profissão para exercer a outra?

EF – Com certeza, não. Eu sei das dificuldades de conciliar as duas profissões, mas tanto a Medicina quanto o futebol americano foram amor à primeira vista. Desde que tive o primeiro contato, assistindo aos jogos e logo que entrei na faculdade, soube que eu ia ter uma paixão eterna e que não conseguiria mais ficar sem essas duas atividades em minha vida.

DOC – Sente-se realizado exercendo as duas profissões ou existe outra atividade que gostaria de realizar além dessas?

EF A realização vem de saber que estou dando meu melhor nas duas profissões. Tenho muito interesse por outros assuntos, principalmente música e artes, mas sei que, por enquanto, essas áreas precisam se manter como hobbies para que eu possa continuar fazendo o máximo na Medicina e no time.

 

Por Luan Sicchierolli com colaboração de Bruno Bernardino 



Categorias:Carreira Médica, Entrevistas

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