Os 5 andares para construir os alicerces da carreira médica

Quando se é residente, é importante definir aonde se quer chegar na carreira. Confira o que deve ser levado em consideração

A edificação da carreira médica não se diferencia muito da construção de um projeto arquitetônico quando o assunto é planejamento. É necessário arquitetar cada pavimento que se deseja erguer na carreira, colocando no papel o desenho da futura estrutura da profissão. Assim, constrói-se a base sólida calcada em uma formação não apenas com competência para o exercício da Medicina, mas, também, na capacitação para a relação médico-paciente. É preciso possuir formação humanista, reflexiva e crítica, sob os princípios éticos. Sob essa perspectiva, o residente precisa saber que ferramentas utilizar e como cimentar sua futura carreira. Conheça os “andares” dessa construção sólida a seguir.

1º andar – Atualização e aperfeiçoamento: Às vezes, uma única residência não é suficiente para o profissional atingir seus objetivos. Um residente em Ortopedia pode, por exemplo, especializar-se em Cirurgia do Joelho. Outro, em Dermatologia, pode vir a especializar-se em Cosmiatria. Enxergue o desafio de fazer uma subespecialidade como um investimento, um tempo gasto que, futuramente, reverterá em sucesso. Busque novos conhecimentos em áreas que não domina e participe de congressos para atualizar-se.

2º andar – Adquirindo experiência: O médico recém-formado pode trabalhar como assistente em algum hospital ou, mesmo, dar plantão em um ambulatório. Além de adquirir mais experiência, também é uma oportunidade de conseguir atrair pacientes para hospitais e consultórios em que for atuar. Na carreira médica, há caminhos que os residentes podem trilhar, como atuar clinicamente, na academia, em pesquisa ou na gestão da saúde.

3º andar – Começando um negócio: A maioria dos médicos sonha em ter seu próprio consultório. O começo da carreira, porém, traz pouco retorno para arcar com o alto custo de manutenção, equipamentos e pessoal. No início, a baixa quantidade de pacientes não garante rentabilidade. Dividir um consultório ou uma clínica com outro profissional é uma solução. Vocês podem atuar em especialidades diferentes ou, caso sejam da mesma área, definir a atribuição de cada um para evitar concorrência entre os sócios. O melhor é dividir atividades compatíveis, possibilitando ampliar os serviços oferecidos aos clientes.

4º andar – Escolha dos sócios e da equipe: O profissional que decidir compartilhar um consultório deve avaliar bem a sociedade empresarial que vai formar. Apenas a afinidade com um colega não é o suficiente para que o empreendimento dê certo. É preciso que o sócio tenha responsabilidades e um objetivo em comum. O mesmo ocorre na formação de uma equipe, que deve ter ética, competência e comprometimento. O médico vai precisar, ainda, contratar uma secretária capacitada para atender telefonemas, organizar consultas e receber os pacientes com eficácia.

5º andar – Abrindo o próprio consultório: Em determinado momento da carreira, a oportunidade de abrir o próprio consultório pode surgir. A qualidade no atendimento será o maior diferencial, pois gera satisfação nos clientes. Agregar conhecimentos sobre marketing médico é necessário para que o profissional saiba como organizar seu consultório e recepcionar seus pacientes com qualidade, conforto e eficiência. A formação universitária não traz aos médicos noções de Administração. É importante que o profissional busque esses conhecimentos em periódicos, livros e cursos, enquanto ainda estiver na residência, e terá mais chance para disputar a concorrência no mercado. Como uma reforma de um prédio, o atendimento adequado aos pacientes garante a boa conservação da carreira, evitando que a estrutura profissional rua.

 

Por Vinícius Corrêa com colaboração de Bruno Bernardino



Categorias:Carreira Médica

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