As lições da Microsoft para a Gestão Médica

Explorar comercialmente uma ideia e torná-la em algo imprescindível para todos é a maior lição que Bill Gates, fundador da Microsoft, pode ensinar. Ele é o exemplo clássico da pessoa que estava no lugar certo na hora certa.

Por Bruno Bernardino e Carol Herling

 

Explorar comercialmente uma ideia e torná-la em algo imprescindível para todos é a maior lição que Bill Gates, fundador da Microsoft, pode ensinar. Ele é o exemplo clássico da pessoa que estava no lugar certo na hora certa. Seu maior mérito como businessman é reconhecer o potencial das ideias (mesmo que alheias) e comercializá-las. Gates estava sempre antenado em tudo que acontecia a seu redor para aproveitar uma oportunidade, potencializá-la e alavancar o negócio. Prova disso foi que ele conseguiu transformar os computadores pessoais em algo a ser utilizado por qualquer pessoa – a máxima “Computador, você ainda vai ter um” é uma realidade mais do que consolidada.

Na Medicina, contudo, muitos ainda torcem o nariz ante à ideia de se gerar lucro com a saúde. “Existem segmentos em nossa sociedade que ainda acham um absurdo ter lucro na Saúde. Mas o sistema capitalista prevê isso, e não é errado querer se destacar, desde que com embasamento científico”, pontua Eduardo D’Aguiar.

Outra lição importante de Bill Gates é o desapego e a benemerência – hoje, suas ações voltadas à filantropia têm tanto (ou mais) destaque quanto sua inventividade e seu empreendedorismo. Ao tornar-se referência mundial em inovação, sucesso pessoal e, consequentemente, enriquecer (sempre aparece nas mais altas posições da lista dos homens mais ricos do mundo), Gates tomou uma decisão radical: o empresário já doou mais de 90% de sua fortuna para causas sociais em benefício da humanidade. Para tanto, mantém, com a esposa, a Fundação Bill e Melinda Gates, que oferece bolsas para iniciativas, em todo o mundo, focadas em desenvolvimento agrícola, saúde, assistência emergencial, pobreza urbana e educação.

Caso você não queira ir tão longe nas ações filantrópicas, mas deseje, de alguma forma, doar algo, existem dois caminhos (a princípio), segundo o médico do trabalho Eduardo D’Aguiar: “Você pode doar tempo, que é seu bem mais precioso, a outras pessoas que precisam de atendimento médico por um baixo custo, ou ainda gratuitamente, associando-se a iniciativas como os Médicos Sem Fronteiras. Pode, também, contribuir com a Lei Rouanet de incentivo à cultura. Se essa for a sua opção, recomendo procurar um contador e se informar”. Bill Gates também se destaca por saber falar a linguagem dos programadores. De acordo com o Portal Administradores.com, esse é um de seus triunfos como líder. Você pode exercitar essa habilidade com os pacientes e seus familiares.

“É fundamental saber ligar a ‘tecla sap’ e se fazer entender perante quem busca sua orientação. Seja simples, mas sem ser simplista”, resume D’Aguiar. É possível fazer isso, ainda, orientando seus colegas ou subordinados. “A prática de pós-consulta é cada vez mais comum, sobretudo nos planos de saúde. Um enfermeiro que consegue dar acompanhamento ao paciente após o atendimento do médico ajuda não só na adesão ao tratamento, como também a fidelizar essa pessoa. Mas, para isso, é preciso haver um canal de comunicação entre esses dois profissionais”, explica.

Esse post faz parte da série “Gestão em saúde: Google, Microsoft e Apple“. Para ver os outros Fique atento para acompanhar mais lições destas grandes marcas para as áreas médicas



Categorias:Gestão e Finanças

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