É possível pensar fora da caixa?

Ouvimos frequentemente a frase: “É preciso pensar fora da caixa!”. Porém, muitas vezes, de tanto ouvirmos determinadas frases prontas, elas acabam por se tornar inócuas, sem muito efeito transformador dentro de nós. Elas passam e se esvaem sem que percebamos.

No entanto, mesmo sendo, de certa forma, “muito batida”, essa expressão (em Inglês, Think outside the box) é extremamente rica e carrega uma grande verdade, por ser uma metáfora que aponta para a direção em que a criatividade e a visão ampliada de mundo são uma necessidade.

Em momentos de crise, tais características se tornam ainda mais valorizadas no perfil das lideranças e nos colaboradores de uma equipe. No entanto, não são facilmente encontradas, uma vez que a maior parte das pessoas tem um perfil mais reativo – ou seja, apenas responde aos estímulos do ambiente – e pouco pró-ativo.

A repetição diária de tarefas contribui para a robotização das respostas, fazendo parecer que não existe uma fórmula melhor para se executar o trabalho. É como dirigir ou andar de bicicleta, quando os movimentos são tão automáticos que deixamos de pensar sobre eles.

É claro que determinadas atividades no dia a dia são feitas automaticamente sem problemas. Porém, no trabalho, principalmente quando se trata de prestação de serviços na área médica, é preciso estar atento, porque esse é um terreno onde a automatização não é bem-vinda.

As intempéries do mercado têm tornado mais evidente a necessidade de sermos indivíduos que podem e devem criar possibilidades, enxergar fora do óbvio, olhar além do que está muito próximo. Assim, é preciso assinalar que esse comportamento “fora da caixa” só é possível se o serviço de saúde contar com lideranças criativas que proporcionem espaço de pensamento para seus colaboradores. Assim, a presença de uma cultura corporativa, em que o pensar criativo é valorizado e incentivado, transforma-se em um ambiente que propicia o aparecimento de pessoas que pensam além de estreitos limites e ajudam o serviço a encontrar alternativas, novas formas de se realizar o trabalho e, consequentemente, melhora da produtividade.

Um grande erro na área é não saber encarar com tranquilidade as falhas cometidas pelos colaboradores. Sempre que possível, os erros devem ser fontes de correção de rotas e de aprendizagem para toda a equipe e não motivo para punições e depreciação do colaborador. O erro carrega consigo uma importantíssima mensagem de aprendizado, que, quando utilizado positivamente, aponta para a melhora dos resultados e crescimento organizacional.

É claro que, mesmo incentivando a equipe, não significa que todos reagirão positivamente, mas se alguns poucos começarem a demonstrar identificação com o pensamento criativo, amplo e de visão, esse pequeno grupo pode fazer toda a diferença para que a equipe como um todo obtenha melhores resultados globais.

Quero também lembrar que o excesso de trabalho é inimigo da criatividade. Assim, ter o volume de trabalho equilibrado entre os membros da equipe é essencial para que os indivíduos possam exercitar seu lado mais criativo.

Essa postura organizacional, em que as pessoas são ouvidas e têm boa receptividade para suas ideias, pode criar uma condição melhor para um ambiente motivador e agradável.

Albert Einstein disse que a “Criatividade é a inteligência divertindo-se”, e essa me parece uma grande verdade. Pense sobre isso, saia da caixa. Essa pode ser uma experiência muito produtiva.



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