Inovação e planejamento são palavras-chave para momento

Em um consultório médico, há várias oportunidades para inovação: podemos transformar a sala de espera em uma verdadeira central de relacionamento com o paciente

Em um consultório médico, há várias oportunidades para inovação: podemos transformar a sala de espera em uma verdadeira central de relacionamento com o paciente

Que o Brasil está atravessando uma grave crise, todos nós já sabemos. Vale aquele jargão “Na crise, crie”. E é isso mesmo. Como em tudo na vida, precisamos extrair algo de bom de uma situação ruim. Nós, comprovadamente, temos essa capacidade. Todos nós já passamos por algo que, em um primeiro momento, nos parecia sem saída, mas, de repente, surge o insight!

Nasce, assim, uma situação nova, um comportamento novo, uma cultura nova. E, neste turbulento momento atual, estamos na fase de colocar em prática nossos insights, nossas ideias que, em princípio, parecem absurdas, aquelas que ficam ali, guardadas, para as quais, ingenuamente, “esperamos pelo momento certo” e, na maioria das vezes, não saem do papel. Pois o momento chegou. A hora é agora. Saiamos da nossa zona de conforto, daquele lugar onde priorizamos nossa rotina, independentemente de gostar ou não, de ser eficaz, ou não. Agora é a hora de inovar, buscar soluções, otimizar processos.

Em um consultório médico, há várias oportunidades para inovação: podemos transformar a sala de espera em uma verdadeira central de relacionamento com o paciente, basta “pensar fora da caixa”, como nós administradores gostamos de proferir. Nesse ambiente, cujo fluxo de pessoas é grande, onde elas estão propensas a ouvir o que poderá solucionar seus problemas e/ou melhorar sua qualidade de vida, é bem provável que se inicie um relacionamento de confiança – basta pensar nessas pessoas como clientes. Isto posto, chegamos a um ponto que venho citando em praticamente todos os artigos anteriores: planejamento.

Se, mesmo em tempos de bons ventos econômicos, é difícil atingir os objetivos esperados sem planejamento, imaginemos então em momentos de crise, como esta que estamos atravessando. É praticamente impossível haver sustentabilidade do consultório como negócio se não planejarmos, mesmo que de forma empírica, o ano que está começando. Uma simples folha de A4 pontuando as metas que deverão ser atingidas neste ano e um breve resumo de como chegar lá pode ser um diferencial considerável para o consultório. É claro que tudo precisa ser devidamente alinhado com toda a equipe.

Planejamento em mãos, chegando no ponto da inovação, pensemos na mais antiga e mais eficiente fórmula, que vem em forma de pergunta: eu gostaria de ser atendido dessa maneira em meu consultório? Quando focamos no início do ciclo do serviço médico, no agendamento, recepção e sala de espera, podemos desenvolver inúmeras situações que são verdadeiras “horas da verdade” para o paciente formar sua opinião. Comece com a caixinha de sugestões, mapeando as reclamações, reúna-se mais com a(s) secretária(s), considere uma reclamação como um ponto de partida para o atendimento de excelência. Dá certo trabalho no começo, porém, os resultados aparecerão, tenho certeza.

Tudo isso implica em haver tempo para colocar as ideias no papel, bem como os resultados que espera alcançar. E o tempo passa rápido. Vislumbrando um cenário como exemplo, se fôssemos desenvolver um planejamento neste momento, em seguida apresentaríamos para a equipe e, até serem sanadas todas as dúvidas, passaria um mês. As ações não trazem resultados imediatos, portanto, na melhor das hipóteses, os benefícios da implantação do planejamento se dariam dentro de dois meses. Ou seja: para começarmos de forma diferenciada o próximo semestre, é preciso que haja um planejamento agora!

Inovar no atendimento em consultório é surpreender positivamente o paciente. Para tanto, é preciso conhecê-lo, focar no que ele diz – nisso, a secretária pode ajudar e muito. Um plano em mãos e uma secretária preparada, com foco no paciente, sem dúvida podem contribuir para a redução da turbulência econômica. É como diz Shakespeare na famosa frase “o mundo não para para que você conserte seu coração”.

A concorrência não dirá o que está fazendo para superar a crise e o governo não criará incentivos fiscais – a coisa é entre você e o seu paciente (e isso é ótimo, pois não há intermediações). Utilize todo o potencial do cadastro em sistema, insira-se nas redes sociais, comunique-se com seus pacientes, faça-os lembrarem-se de sua marca, de como foi a experiência em consultório.

O profissional que embarca nessa aventura, que é empreender no consultório, precisa estar atento ao constante ajuste de velas, direção dos ventos, tripulação motivada, mas, essencialmente, precisa lembrar sempre da frase de William Shedd: “Um navio no porto é seguro, mas não é para isso que os navios foram feitos”. O segredo é inovar, não só para atravessarmos um momento conturbado, mas também para consolidarmos o crescimento desse empreendimento que é o consultório médico.



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