7 pontos para trabalhar o feedback com sua equipe

É fato que dar um retorno positivo a um colaborador, frequentemente, é mais fácil do que um negativo, o que acaba sendo um problema dentro dos serviços de saúde, uma vez que, em função dessa dificuldade, as pessoas acabam por protelar posicionamentos. Isso acarreta, em muitos casos, a ampliação de problemas que poderiam ter sido contidos anteriormente.

Parte da razão para essa dificuldade reside no fato de que, em nossa cultura, geralmente, a assertividade não é uma característica marcante e o hábito de protelar, de “deixar para lá” acaba por intensificar a dificuldade em dar um retorno negativo.

Por outro lado, muitas vezes, o feedback é dado em forma intensa, em momentos e locais inadequados, adquirindo contornos punitivos, em que a falta de respeito pelo outro acaba por dar a tônica da situação.

7 pontos para trabalhar o feedback com sua equipe

É fato que dar um retorno positivo a um colaborador, frequentemente, é mais fácil do que um negativo

Quero, aqui, enumerar problemas frequentes nessa área, assim como as possibilidades para serem contornados:

  • A emoção costuma ser um dos grandes motivos para que alguém se exalte ao conversar com o outro, elevando a voz e deixando de lado o bom senso sobre o momento e local adequados. Emoções como frustração, ódio, raiva e decepção podem levar a comportamentos exaltados e impensados. Assim, se você estiver emocionalmente alterado, nervoso ou ansioso demais, talvez seja melhor deixar para resolver a questão em um momento em que esteja emocionalmente mais equilibrado;
  • As palavras devem ser cuidadosamente escolhidas. É importante lembrar que o que é transmitido não é exatamente igual ao que é compreendido. Assim, é preciso escolher um vocabulário que seja o mais preciso possível, com o mínimo de possibilidades de interpretação equivocada e desviada do intuito da observação feita;
  • Compreender as razões alheias é uma ação difícil, mas necessária. É preciso procurar conhecer as possíveis razões de um determinado comportamento antes de emitir qualquer tipo de crítica. É comum mudarmos o ponto de vista após a compreensão dos motivos. É claro que, em muitos casos, os motivos ficam em segundo plano se o comportamento for acentuadamente incorreto, mas conhecer antes de um julgamento final é, sim, uma conduta mais coerente;
  • Quando alguém diz ao outro “Você é desorganizado!”, por exemplo, significa que essa pessoa é completamente desorganizada e, para quem recebe o feedback, fica mais difícil identificar em quê e como mudar o comportamento. Por outro lado, se, ao invés de usar essa expressão que generaliza, fossem apontados os comportamentos de desorganização observados, o indivíduo que recebe a observação poderia identificar com maior clareza o que precisa ser mudado. Além disso, dessa forma, o foco seria o comportamento e não a pessoa em si;
  • Apontar problemas no comportamento de alguém na frente de outras pessoas pode se constituir em uma forma de desrespeito e constrangimento, uma vez que expõe o indivíduo ao julgamento e observação de terceiros. O elogio pode, sempre que possível, ser feito na presença de outros, porque se constitui em uma forma de reconhecimento. Por outro lado, a crítica, por melhores que sejam as intenções de quem as emite, deve ser feita privativamente;
  • O retorno em camadas é aquele pelo qual você vai emitir feedbacks positivos e também negativos. Nesse processo, o emissor vai demonstrar que não está só percebendo os erros de alguém, mas também aquilo de bom e positivo que a pessoa apresenta;
  • Protelar o retorno pode levar a situações em que muitos aspectos do comportamento do receptor são apontados ao mesmo tempo, levando a uma improdutividade do ponto de vista construtivo do feedback. É importante, então, não deixar “acumular” assuntos de uma mesma pessoa a serem discutidos. Procure ir apresentando as observações de forma gradativa, na medida em que as situações forem acontecendo.

Márcia Campiolo é psicóloga com especialização em Gestão de RH; possui atuação na área médica há mais de 25 anos e é autora dos livros: Gestão do Consultório Médico, Agenda Médica: muito além do trivial e Medical Office Management



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