Inclusão social de portadores deficiência física – um tema que precisa ser ouvido

Entrevista: Guilherme Sargentelli, pediatra e Coordenador técnico-científico da DOC Content

Ouvir o que médicos pensam sobre diversos temas que envolvem sua atividade e dar eco a seus pensamentos é o propósito do blog DOC Academy. Ler com atenção outras ideias nos permite compartilhar novos universos, enxergar por novos prismas antigas questões ou nos sensibilizar para o que é novo.

Crédito imagem: www.serdiferente-sejadiferente.blogspot.com.br/

Miguel Abud Marcelino fala sobre inclusão social de pessoas com alguma deficiência

Neste post, o tema a ser abordado é a inclusão social de portadores de necessidades especiais. Nesse contexto, ouvimos o professor Miguel Abud Marcelino, professor da Faculdade de Medicina de Petrópolis – Faculdade Arthur Sá Erp Neto (FMP-Fase); integrante do Núcleo de Informação, Políticas Públicas e Inclusão Social (NIPPS) – Coppex – FMP/Fase e LIS/ICICT-Fiocruz; perito médico previdenciário – INSS Gex Petrópolis/RJ; integrante de grupos de trabalho relativos aos direitos de pessoas com deficiência no âmbito do INSS.

BLOG DOC ACADEMY: Qual é o atual cenário da inclusão social no universo das pessoas com deficiência?

Miguel Abud Marcelino: A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), aprovada e publicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2001, com enfoque biopsicossocial, dinâmico e interativo, foi um grande marco. Posteriormente, a Convenção da ONU, em 2006, veio corroborar essa mudança de paradigmas, referendando o aprimoramento do conceito de deficiência, até então restrito às alterações corpóreas físicas e/ou psíquicas. Essa nova concepção embasa a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, que objetiva mudar as perspectivas desse público-alvo na sociedade.

BDA: Qual é o papel da saúde pública e privada nesse âmbito?

MAM: A responsabilidade principal desses segmentos é se adequar à legislação e mudar paradigmas internos. Isso só vai ser possível com capacitações continuadas e amplos debates envolvendo todo o quadro de servidores e/ou funcionários prestadores dos serviços.

BDA: Como a sociedade leiga pode atuar de forma positiva nesse contexto?

MAM: Da mesma forma que o proposto para os profissionais de saúde. A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, promulgada em julho de 2015, por si só será uma importante mola propulsora nesse sentido.

BDA: Que expectativa podemos ter para essa questão?

MAM: Acredito que o futuro será bastante promissor. O desafio será adequar toda a regulamentação e normatização infralegais aos novos postulados, o que requerirá a participação e contribuição de todos os setores da sociedade, sem exceção.



Categorias:Entrevistas

Tags:, , ,

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.