Hospital Sofia Feldman: assistência com princípios humanísticos

Com mais de 2,5 milhões de habitantes, Belo Horizonte (MG) é uma das cidades mais populosas do Brasil. Devido a isso, uma rede de assistência em Saúde, com diferentes especialidades, é essencial para atender a população da metrópole. Uma das instituições que prestam esse apoio é o Hospital Sofia Feldman, que, além da capital mineira, atende a mais de 300 municípios do interior do estado. Trata-se da maior maternidade do Sistema Único de Saúde (SUS) em número de partos e da maior unidade neonatal de Minas Gerais.

Apesar de o hospital ter sido inaugurado em 1982, quatro anos antes, em 1978, já havia um ambulatório em funcionamento. No entanto, somente em 1986 o hospital foi incluído nas Ações Integrais de Saúde (AIS), programa que precedeu o atual SUS. A partir daí, passou a ser possível mais investimentos na instituição.

Atual diretor clínico do Hospital Sofia Feldman, o ginecologista e obstetra João Batista de Castro Lima viu de perto essa história acontecer: quando iniciou sua trajetória na instituição, em maio de 1983, ainda era estudante do 8º período de Medicina. “O hospital estava começando, ainda estava sendo construído pela comunidade. Assim que terminei o curso, fiz a residência no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e continuei trabalhando aqui”, lembra.

Se nos primeiros anos o hospital contou com a iniciativa da comunidade para tornar-se realidade, a participação dos voluntários ainda hoje é parte do dia a dia do Sofia Feldman. “Atualmente, temos um número significativo de voluntários. Eles atuam no controle social, na ouvidoria – no contato com a população –, e em outros setores. Mesmo na assistência há alguns voluntários”, detalha João Batista.

Também em consonância com as tradições da instituição, o diretor clínico afirma existir uma “cultura muito forte” no ambiente, perceptível aos colaboradores de todos os níveis. A filosofia dos princípios humanísticos é frequentemente exposta, bem como a missão do hospital, para que sejam incorporadas ao cotidiano de trabalho.

Como se trata de um hospital ligado inteiramente ao SUS, o ginecologista e obstetra considera que seguir e colocar em prática os princípios do sistema, que incluem a universalidade, a integralidade e a igualdade no atendimento, é um diferencial desse tipo de entidade. “E nós podemos provar que isso é possível, desde que haja uma disposição da gestão do hospital e de todos os seus profissionais em seguir esses princípios. Aqui, nós defendemos totalmente a filosofia do SUS”, sustenta.

Hospital de formação

O Hospital Sofia Feldman também é ativo na área de formação profissional, possibilitando o desenvolvimento de médicos e de outros profissionais, tendo obtido, em 2014, credenciamento como hospital de ensino pelo Ministério da Educação e pelo Ministério da Saúde. Além das residências médicas em Ginecologia e Obstetrícia e em Neonatologia, ainda há uma especialização em Enfermagem Obstétrica e uma residência multiprofissional em Neonatologia, que engloba profissionais de outros cursos, como Assistência Social, Nutrição e Fisioterapia.

O diretor clínico do hospital, João Batista de Castro Lima, explica, ainda, que a instituição também conta com estagiários e acadêmicos de Medicina em convênio com a Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), além daqueles em estágio extracurricular, bem como com estudantes de Enfermagem. Outro aspecto que ele destaca é a receptividade do hospital com colaboradores e estudantes estrangeiros, que a instituição costuma receber regularmente. “Quase todos os meses nós temos algum colega estrangeiro aqui, que vem de outro país para fazer estágio aqui no hospital. Nós já recebemos colegas da França, Inglaterra e Portugal”,  informa.

Por meio do Programa de Treinamentos para os Terceiros Países (TCTP), criado por meio da parceria entre a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) e a Agência de Cooperação do Brasil, o Sofia Feldman também tem recebido, para a participação em cursos, principalmente colegas de países africanos de Língua Portuguesa.

Para João Batista, a troca de experiência com profissionais vindos de países em nível de desenvolvimento abaixo do já atingido pelo Brasil é particularmente enriquecedora. Entrar em contato com essas realidades é um meio de perceber que, mesmo que a situação brasileira não seja a ideal, há locais que enfrentam dificuldades ainda maiores. “É aprender a também lidar quando se tem poucos recursos”, opina.

A assistência com princípios humanísticos às mães e aos recém-nascidos é um dos pilares do Hospital Sofia Feldman. Para auxiliar nessa empreitada, a instituição conta com espaços voltados para esse fim.

 Casa da Gestante Zilda Arns

Espaço anexo ao hospital. Consiste em um ambiente doméstico e familiar, que dispõe de 23 leitos. Tem a missão de assistir gestantes com algum tipo de agravamento durante a gestação, por meio de acompanhamento por uma equipe multiprofissional.

Espaço de Sofias

Esse espaço intra-hospitalar oferece condições de repouso e de alimentação, bem como acompanhamento pela equipe multiprofissional, a fim de facilitar e estimular a presença das mães de recém-nascidos internados na UTI neonatal.

Casa do Bebê

A Casa do Bebê também oferece cuidado e acolhimento às mães e recém-nascidos que foram assistidos pela UTI neonatal, passaram pela unidade de cuidado intermediário (UCI), manifestaram um quadro estável, no entanto demandam ganho de peso e correção da idade gestacional. O espaço presta assistência até a alta hospitalar.



Categorias:Marketing Médico

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